quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Há dias em que é preciso sair de si mesma. Virar-se do avesso, cometer uma pequena loucura. Mesmo sabendo que é besteira, que se vai sofrer depois. Mas é preciso agir assim, pois não há outra maneira de aguentar até o dia seguinte".

Trecho do livro "Passagem Para Ravena".

Muito bom livro.
Aliás, o melhor livro que eu já li.
Essa frase resume exatamente aquilo que eu sempre senti, mas que nunca parei pra pensar.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Tarde Nostálgica.


Um dia desses, no meio do caminho pro trabalho, andei pensando naquilo tudo que eu já vivi.
Aquela sensação de um passado tão distante chegou a incomodar, a me chamar, no meu mais profundo.
Uma saudade das tardes quentes de verão, em que eu deitava na cama e olhava pra fora da janela, só pra poder observar o trajeto dos pássaros, que pareciam pontinhos negros no céu e as nuvens, que formavam tantos desenhos quanto minha imaginação desejasse.
Uma saudade tão grande que quase sufocava.
Lembrei-me também das pessoas que passaram por mim. Tantas vozes, rostos diferentes... Marcas eternas na alma. Coisas que jamais serão apagadas. Talvez esquecidas no superficial do dia-a-dia , mas no íntimo, sempre estarão presentes. Aquilo que uma vez me foi apresentado, não posso me desfazer.
Às vezes o destino é traiçoeiro e nos tira aqueles que achamos que jamais morreria, que jamais desapareceria de nossas vidas. Tudo tão repentino e misterioso. Mas não coloco em discussão. O destino tem os caminhos mais incertos e inatingíveis pelo nosso entendimento.
E me veio à mente as tantas vezes em que eu apanhei e tropecei no meio do caminho da amizade. Precisei de uma dose de anti-orgulho muito grande. E percebi que só agora encontrei quem sempre me fazia falta. (São vocês que eu quero do meu lado até pra terminar a vida! Quero que vejam minha vida de perto, como sempre fazem).
A saudade me fez tão bem naquele dia!
Aquela tarde nostálgica me fez ver as coisas mais simples e bonitas da vida, da minha vida.