
"As coisas que estão no alto, essas coisas não morrem. Quantos navegantes já guiaram suas embarcações seguindo a Estrela do Norte? Ela está lá, trazendo pra casa o pescador solitário, da mesma forma que trouxe de volta o barco avariado de um guerreiro viking.
Quando o guerreiro morreu, recebeu as honras de um lindo funeral. Foi colocado em seu barco, que ardeu em chamas em auto-mar. Os heróis vikings gostavam de pensar que suas cinzas se espalhariam ao sabor das correntes por todos os mares da Terra. É possível que, ao recolher uma bola perto da espuma da praia, uma criança, pise sem saber numa partícula mínima da ciznza do guerreiro. Ou de seu barco, pois agora são um só, feitas da mesma matéria de que é feita a Estrela do Norte: eternidade. Assim o guerreiro vive, embora até mesmo seu povo já tenha desaparecido.
As coisas que estão no alto não morrem. E o que dizer de um amor que se coloca acima de todas as coisas? Existiria um amor assim, tão poderoso e rebelde, que se recussaria a morrer, ignorando o vento gelado da velhice?
Talvez seja possível imaginar um sentimento que seja mais forte que as marcas do tempo. Algo que faria com que um homem velho fitasse o rosto de sua companheira e visse, no fundo de seus olhos a mesnma menina dos primeiros anos. E que, ao final de tudo, já sem filhos ou amigos, quase que sem memórias, ambos se sntassem para comtemplar as estrelas e descobrissem (sem que fosse preciso falar) que estavam cada vez mais longe do mundo dos homens e mais próximos da estrela Aldebarã.
Mais louco ainda seria um amor não terminado, não completamente vivido. Um amor ao qual é roubado o direito de conhecer todas as delícias e dores de envelhecer a dois. E que, por lhe roubarem a chance de cumprir todo o seu ciclo, se um dia pudesse ressuscitar, permaneceria forte, subversivo com toda a paixão dos primeiros dias. Um amor que se reacenderia quantas vezes forem necessárias - quantas vezes fosse chamado - , com a raiva e revolta de uma separação tão prematura, de vidas que mal começaram.
Se preciso, para permanecer vivo, talvez esse amor fosse mais forte que o ódio. Ou feito da mesma matéria".
Quando o guerreiro morreu, recebeu as honras de um lindo funeral. Foi colocado em seu barco, que ardeu em chamas em auto-mar. Os heróis vikings gostavam de pensar que suas cinzas se espalhariam ao sabor das correntes por todos os mares da Terra. É possível que, ao recolher uma bola perto da espuma da praia, uma criança, pise sem saber numa partícula mínima da ciznza do guerreiro. Ou de seu barco, pois agora são um só, feitas da mesma matéria de que é feita a Estrela do Norte: eternidade. Assim o guerreiro vive, embora até mesmo seu povo já tenha desaparecido.
As coisas que estão no alto não morrem. E o que dizer de um amor que se coloca acima de todas as coisas? Existiria um amor assim, tão poderoso e rebelde, que se recussaria a morrer, ignorando o vento gelado da velhice?
Talvez seja possível imaginar um sentimento que seja mais forte que as marcas do tempo. Algo que faria com que um homem velho fitasse o rosto de sua companheira e visse, no fundo de seus olhos a mesnma menina dos primeiros anos. E que, ao final de tudo, já sem filhos ou amigos, quase que sem memórias, ambos se sntassem para comtemplar as estrelas e descobrissem (sem que fosse preciso falar) que estavam cada vez mais longe do mundo dos homens e mais próximos da estrela Aldebarã.
Mais louco ainda seria um amor não terminado, não completamente vivido. Um amor ao qual é roubado o direito de conhecer todas as delícias e dores de envelhecer a dois. E que, por lhe roubarem a chance de cumprir todo o seu ciclo, se um dia pudesse ressuscitar, permaneceria forte, subversivo com toda a paixão dos primeiros dias. Um amor que se reacenderia quantas vezes forem necessárias - quantas vezes fosse chamado - , com a raiva e revolta de uma separação tão prematura, de vidas que mal começaram.
Se preciso, para permanecer vivo, talvez esse amor fosse mais forte que o ódio. Ou feito da mesma matéria".

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